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Entrevista Exclusiva com Eric Raymond

Setembro 6, 2006

Fonte: InfoMediaTV

O líder do movimento Open-Source é considerado o mais moderado dos defensores do software livre, e também o mais perigoso pelos extremistas. Quando Eric Raymond (ESR) pela primeira vez apresentou suas controversas idéias ao mundo, muitos ficaram chocados e custaram a acreditar que o caminho para a vitória do Linux passava pela aceitação de certos paradigmas de mercado.

Raymond vai tão longe na idéia a ponto de sugerir parcerias com empresas que oferecem software proprietário, defendendo que é preciso gastar dinheiro para adquirir licenças e tornar o Linux mais atraente aos usuários em geral. Suas visões fundamentam-se no princípio de que a liberdade para usufruir do código aberto é mais importante do que a liberdade de não pagar por ele, e que estas questões devem ser tratadas além do cunho ideológico.

Em entrevista exclusiva ao InfomediaTV, ESR fala sobre compromissos que devem ser firmados para a sobrevivência do Linux, alfineta a Microsoft e Stallman e aborda as vantagens da iniciativa Open-Source nas grandes empresas. Confira!

ITV: Na LinuxWorld você afirmou que a comunidade linux precisa estabelecer certos compromissos para expandir as capacidades multimídia de softwares de código aberto e para alcançar uma melhor posição frente ao público em geral. Mais especificamente, quais são estes compromissos?

ESR: Nós precisamos aceitar alguns fatos duros sobre usuários de computador, principalmente os mais novos. Eles querem serviços como iTunes, YouTube e Windows Media funcionando em seus navegadores, e eles irão dispensar como uma piada qualquer sistema operacional que não dê suporte a eles.

Se o Linux não der, ele será irrelevante para efetivamente todos os usuários finais. Não podemos deixar que isso aconteça, porque ter muitos usuários é nossa única defesa contra ficarmos de fora de novos hardwares por causa de DRM restritivos. Com 1% do mercado de desktops (cerca do que temos agora), nós podemos ser marginalizados e ignorados; com 10%, já não podemos ser.

Ademais, para proteger o futuro do Linux, nós temos que fazer compromissos dolorosos com pessoas que possuem codecs proprietários agora. Nós temos que atraí-los para o Linux de maneira fácil e legal.

ITV: O que é preciso fazer para mobilizar a comunidade geek para uma mudança de atitude em relação a estas questões? Obviamente não é apenas uma questão de ponto de vista. Como os membros mais fechados podem perceber que um posicionamento voltado ao mercado pode tornar-se uma estratégia vencedora para a comunidade Linux?

ESR: Acho que esta percepção está gradualmente alcançando bastante gente. Eu recebi uma ovação na LinuxWorld quando, pela primeira vez, disse isso em público; acho que muita gente daquela platéia estava pensando em coisas semelhantes pessoalmente, e se sentiu aliviada ao ver algúem que consideravam um dos líderes do movimento dizendo aquelas coisas.

ITV: Considerando a importância de conquistar uma fatia de mercado substancial agora, como você avalia a influência dos assim chamados gurus (como Stallman) sobre a comunidade do Software Livre? Quais são as conseqüências para a opinião pública, em especial para usuários não técnicos, de associar Software Livre com ideologias e proselitismo?

ESR: Há dez anos, os ativistas da nossa comunidade eram quase comicamente incapazes de persuadir o público em geral – nós éramos cheios de arrogância e moralismo. A partir de 1998 eu comecei a mostrar às pessoas algumas formas mais eficientes de argumentar. Estas se saíram muito bem, e um dos resultados deste sucesso, eu acho, é que até os mais fanáticos aprenderam alguns de meus métodos e já não soam mais tão ridículos.

Mas ainda que o fizessem, os gurus não fazem muita diferença para os usuários finais. Usuários não técnicos não ligam para o que Stallman pensa, tampouco se preocupam com o que eu penso – o que eles querem é utilizar os seus computadores com o mínimo possível de confusão. Stallman está em uma cruzada moral, então isso lhe incomoda; ele quer que todos pensem como ele. Eu, eu não estou incomodado; quero que todos os usuários consigam o que quiserem, para que então eu consiga o que eu quero – uma comunidade Linux grande o bastante para exigir hardwares abertos e sem DRM, fazendo com que esta demanda permaneça.

ITV: Considerando que a última versão do GPL (GNU General Public Licence) ainda está em desenvolvimento e aguardando contribuições, qual seria a sua colaboração ao projeto?

ESR: Muito pouca, até agora. Eu enviei um único comentário. Mas reformar o GPL não interessa a mim, porque eu já não penso que o licenciamento “viral” ao estilo do GPL seja necessário. Acredito que os custos (afugentar usuários corporativos) superam os supostos benefícios. O medo que a maioria dos apoiadores do GPL tem é que sem ele grandes corporações operariam versões fechadas de projetos de código aberto, mas eu acredito que essa estupidez se transformaria em sua própria punição rapidamente. Ademais, eu não acho que nós precisamos da “proteção” que o GPL supostamente nos confere.

ITV: O atual governo brasileiro utilizou o software livre como uma de suas principais bandeiras. Você acha que a aliança entre política e tecnologia pode ser prejudicial? É possível que aspectos meramente técnicos recebam um tratamento retórico e idealista?

ESR: Claro que sim. Quando você vive pela política, você morre pela política. Sempre que os defensores do código aberto unem seu movimento a um partido político, eles acabam estocando derrota e fracasso para o futuro.

ITV: Qual a sua opinião sobre o recente posicionamento da Microsoft em cooperar com a comunidade open source, a exemplo do Porta 25 e outras iniciativas de interoperabilidade? Membros mais extremistas afirmam que a ação da MS é enganadora ou apenas pragmática. Este é um daqueles compromissos que precisam ser abraçados pela comunidade para alcançar uma melhor fatia do mercado?

ESR: Eu digo que nós devemos aproveitar todas as oportunidades, mas nunca, nunca confie nas promessas deles.

ITV: No Fisl 6.0 você disse em entrevista ao InfomediaTV que a MS estava a caminho de um colapso. Você ainda sustenta este ponto de vista? Atualmente a MS tem se mostrado mais capaz de se adaptar às condições criadas pelo software livre do que há alguns anos?

ESR: Bem, olhe para o Windows Vista. Adiado, cada vez mais atrasado, e boa parte de suas características foram retiradas. Ouvi falar que ele ainda opera muito mal em modo de 64-bit. Estes não são sinais de uma organização saudável.

Cada vez mais, a Microsoft parece acuada em uma posição defensiva. Eles essencialmente perderam todo o espaço que tinham – hoje em dia eles têm que pagar para fabricantes de PDAs usarem seu software! A proporção de servidores Linux é maior do que 25% e está crescendo. Todas as suas empreitadas fora do Windows e do Office estão perdendo dinheiro. Eles tiveram que comprar de volta peças em estoque para manter seu valor, porque a Wall Street está se perguntando (e com razão) de onde virá o crescimento da MS.

ITV: Quais são as vantagens para as fabricantes de hardware, como a Intel (que decidiu abrir o código do driver de todos seus aceleradores gráficos 3D), ao investir em iniciativas de código aberto?

ESR: Ela toma porções do mercado da ATI e da nVidia, ela ganha montanhas de ajuda no desenvolvimento e testes de fora da Intel e, por isso mesmo, pode oferecer aos seus consumidores um valor agregado maior pelo seu dinheiro. Tudo isso a um custo essencialmente zero. O que há de ruim neste negócio?

ITV: Você acha que as companhias estão finalmente descobrindo que cooperar com a iniciativa Open-Source é uma boa idéia, como uma maneira de garantir a própria sobrevivência no mercado, ou mesmo como uma forma de expandir o mercado?

ESR: As companhias que foram espertas o suficiente e prestaram atenção descobriram isso há cerca de cinco anos atrás. O que está acontecendo agora é que aquelas lentas e estúpidas estão começando a perceber também.

ITV: Tem planos para voltar ao Brasil?

ESR: Nenhum plano no momento. Mas eu gostei bastante na minha única visita em 2005.

Desktop 3D???

Setembro 3, 2006

É isso mesmo pessoal… gráfico 3D no Linux. Pra quem ainda não viu aí está 2 vídeos pra vocês darem uma olhada:


http://www.youtube.com/watch?v=Yx9FgLr9oTk



http://www.youtube.com/watch?v=lawkc3jH3ws

O que significa livre? ou O que você quer dizer com ‘Software Livre’?

Agosto 31, 2006

Nota: Em fevereiro de 1998, um grupo se mobilizou para trocar o termo “Software Livre” por “Software de Código Aberto“. Como deverá se tornar claro na discussão abaixo, ambos referem-se, essencialmente, à mesma coisa.

Muitas pessoas novas ao software livre encontram-se confusas porque a palavra “free” no termo “free software” não é usada como elas esperam. Para eles ‘free’ significa “sem custo”. Um dicionário de inglês lista quase vinte significados para a palavra “free”. Apenas uma delas é “sem custo”. O resto se refere à liberdade e falta de obrigação. Quando falamos de Software Livre falamos de liberdade, não preço.

Software que é ‘livre’ apenas no sentido de não ter de pagar para usar é dificilmente ‘livre” no final das contas. Você pode ser impedido de passá-lo para frente e quase certamente impedido de melhorá-lo. Software licenciado sem custo é normalmente uma arma numa campanha de marketing para promover um produto ligado a ele ou para tirar um competidor menor do mercado. Não há garantia de que ele continuará ‘livre”.

O verdadeiro software livre será sempre livre. Software que é colocado no domínio público pode ser pego e colocado em programas não-livres. Quaisquer melhoras feitas, assim, são perdidas para a sociedade. Para ficar livre, o software precisa ter copyright e licença.

Para os não-iniciados, ou um software é livre ou não. A vida real é bem mais complicada que isso. Para entender que tipos de coisas as pessoas estão querendo dizer quando chamam o software de livre, nós vamos ter que tomar um pequeno desvio pelo mundo das licenças de software.

Os copyrights são um método de proteger os direitos do criador de certos tipos de trabalhos. Na maioria dos países, o software que você escreve tem automaticamente um copyright. Uma licença é o jeito do autor permitir o uso de sua criação (software nesse caso) pelos outros, de maneiras aceitáveis para ele. Cabe ao autor incluir uma licença que declara em que maneiras o software pode ser usado. Para uma discussão apropriada sobre copyright veja http://www.copyright.gov/.

(mais…)

Comandos

Julho 31, 2006

Aí estão alguns comandos do Linux, espero ajudar.

ls (lista o conteúdo de um diretório)
Exemplo: $ ls

ls -a (lista os diretórios, arquivos oculto e executáveis)
Exemplo: $ ls -a

ls -l (Lista o conteúdo de um diretório detalhadamente)
Exemplo: $ ls -l

pwd (mostra o diretório corrente)
Exemplo: $ pwd

cd (muda de diretório)
Exemplo: $ cd /etc

cd – (volta para o diretório anterior)
Exemplo: $ cd -

cd .. (volta um diretório acima)
Exemplo: $ cd ..

cd ~ (volta para seu diretório /home)
Exemplo: $ cd ~

mkdir [pasta] (cria uma pasta com o nome desejado)
Exemplo: $ mkdir programas

mkdir [pasta1] [pasta2] (cria pasta1 e pasta dois ao mesmo tempo)
Exemplo: $ mkdir teste1 teste2

mkdir -p [pasta]/[sub-pasta] (cria um diretório e um sub-diretório)
Exemplo: $ mkdir -p teste3/teste3_1

rm -r [pasta/arquivo] (deleta uma pasta ou arquivo)
Exemplo: $ rm -r teste3

mv [arquivo1] [arquivo2] (renomeia uma pasta)
Exemplo: $ mv teste teste2

mv [arquivo] [caminho] (move o arquivo para um determinado caminho)
Exemplo: $ mv imagem.jpg ~/t4k_slack/Wallpapers

cp [arquivo] [caminho] (copia um arquivo para um determinado caminho)
Exemplo: $ cp imagem.jpg ~/t4k_slack/Wallpapers

ln -s [caminho] [link] (cria um link)
Exemplo: $ ln -s /usr/bin/limewire limewire

type [executável] (busca o caminho de um executável)
Exemplo: $ type limewire

cat > [arquivo] (cria novo arquivo)
Exemplo: $ cat > teste.txt

cat [arquivo1] >> [arquivo2] (acrescenta arq.2 em arq.1)
Exemplo: $ cat teste1 >> teste2

touch [arquivo] (cria um arquivo)
Exemplo: $ touch teste

diff [arquivo1] [arquivo2] (compara os dois arquivos)
Exemplo: $ diff teste1 teste2

locate [arquivo] (localiza o arquivo desejado]
Exemplo:$ locate albino.jpg

head [-linhas] [arquivo] (mostra as primeiras linhas de um arquivo)
Exemplo: $ head -10 texto.txt

tail [-linhas] [arquivo] (faz exatamente o contrário do comando anterior)
Exemplo: $ tail -20 texto.txt

less [arquivo] (mostra o conteúdo de um diretório)
Exemplo: $ less texto.txt

more [arquivo] (mostra o conteúdo de um arquivo)
Exemplo: $ more texto.txt

nl [arquivo] (mostra quantas linhas tem no arquivo)
Exemplo: $ nl texto.txt

wc [arquivo] (lista número de linhas, palavras e bytes de um arquivo)
Exemplo: $ wc texto.txt

[comando1] | [comando2] (conecta dois processos)
Exemplo: $ vi /etc/X11/xorg.conf | more

sleep [tempo] && [comando] (executa um comando em um determinado tempo)
Exemplo: $ sleep 2 && pwd

echo [mensagem] (exibe uma mensagem em seu shell)
Exemplo:$ echo Olá Mundo

alias [comando/atual] [comando_novo] (muda o nome de um comando)
Exemplo: $ alias dir=ls -l

history (lista os últimos 500 comandos que você digitou)
Exemplo: $ history

su (muda para o super usuário root, precisa da senha)
Exemplo: $ su

su [usuário] (muda para outro usuário, também necessita da senha)
Exemplo: $ su fulano

shutdown (reinicia o sistema)
Exemplo: $ shutdown

reboot (reinicia a máquina com emergência)
Exemplo: $ reboot

passwd (troca sua senha)
Exemplo: $ passwd

uname (mostra o sistema operacional)
Exemplo: $ uname

uname -a (mostra o sistema operacional, nome da máquina, versão do kernel e etc)
Exemplo: $ uname -a

dmesg (mostra informações do sistema)
Exemplo: $ dmesg

top -d [segundos] (informações detalhadas dos processos)
Exemplo: $ top -d 3

ps (mostra os processos corrente “PID”)
Exemplo: $ ps

killall [programa] (força o término de um programa)
Exemplo: $ killall xmms

xkill (transforma o ponteiro do mouse em um assassino de programa)
Exemplo: $ xkill

mkfs.ext2 (formata um disquete em formato Linux)
Exemplo: $ mkfs.ext2 /dev/fd0

superformat (formata um disquete em formato DOS)
Exemplo: $ superformat /dev/fd0

vmstat [-tempo] (mostra a memória swap em uso)
Exemplo: $ vmstat -2

arch (mostra a arquitetura do seu PC)
Exemplo: $ arch

lsmod (lista os módulos da sua máquina)
Exemplo: $ lsmod

insmod [módulo] (levanta um módulo na unha, requer root)
Exemplo: # insmod spca5x

adduser (adiciona um usuário no sistema, requer root)
Exemplo: # adduser

userdel [usuário] (deleta um usuário, requer root)
Exemplo: # userdel fulano

userdel -r [usuário] (deleta o usuário e sua pasta que se encontra no diretório /home, requer root)
Exemplo: # userdel -r fulano

chfn [usuário] (muda informações de um usuário, requer root)
Exemplo: # chfn fulano

chage -M [dias] [usuário] (expira um usuário, no dia pré-determinado, requer root)
Exemplo: # chage -M 20 fulano

display [imagem.jpg] (mostra uma imagem no X, necessita do ImageMagick)
Exemplo: $ display imagem.jpg

convert [imagem.png] [imagem.jpg] (converte o formato .png para .jpg, necessita também do ImageMagick)
Exemplo: $ convert imagem.png imagem.jpg

chmod (altera permissões)
Exemplo: # chmod 666 /dev/hdd

mount [device] (monta um dispositivo)
Exemplo: $ mount /mnt/cdrom

umount [device] (desmonta um dispositivo)
Exemplo: $ umount /mnt/cdrom

eject (abre a gaveta do cd-rom)
Exemplo: $ eject /mnt/cdrom

eject -t (fecha a gaveta do cdrom)
Exemplo: $ eject -t /mnt/cdrom

halt (desliga o PC)
Exemplo: $ halt

date (informa o dia e a hora)
Exemplo: $ date

hostname (informa o nome da máquina)
Exemplo: $ hostname

du [diretório] (fornece o tamanho de um diretório)
Exemplo: $ du pasta

du -S [sub-diretórios] (fornece o tamanho do sub-diretório)
Exemplo: $ du -S sub_pasta

[comando] & (inicia um processo em segundo plano e deixa o terminal livre para trabalhar)
Exemplo: $ gkrellm &

cal (mostra um calendário do mês atual)
Exemplo: $ cal

cal [ano] (mostra os 12 meses de um determinado ano)
Exemplo: $ cal 2005

last [-quantidade] (mostra informações sobre os últimos logins, onde em quantidade você indica o número de logins)
Exemplo: $ last -10

tar -zxvf [arquivo.tar.gz] (descompacta um arquivo em formato .tar.gz)
Exemplo: $ tar -zxvf amsn-0.94.tar.gz

tar -jxvf [arquivo .tar.bz2] (descompacta um arquivo no formato .tar.bz2)
Exemplo: $ tar -jxvf gkrellm-0.12.tar.bz2

clear (limpa a tela do shell)
Exemplo: $ clear

free (mostra detalhes sobre a memória RAM)
Exemplo: $ free

time [comando] (mede o tempo gasto para abrir um programa)
Exemplo: $ time limewire

uptime (mostra o tempo desde do último boot)
Exemplo: $ uptime

lsattr [arquivo/diretório] (lista atributos de um arquivo ou diretório)
Exemplo: $ lsattr arquivo

whereis [executável/comando] (localiza o caminho de um executável/comando)
Exemplo: $ whereis limewire

who (mostra quem está conectado ao sistema nesse momento)
Exemplo: $ who

wget -c [URL] (faz download de arquivo na internet)
Exemplo: $ wget -c http://www.lugar.do.download

whoami (mostra quem se logou primeiro no sistema)
Exemplo: $ whoami

GNU/Linux

Julho 30, 2006

GNU/Linux é um sistema operacional livre, composto pelo núcleo (kernel) Linux e pelas bibliotecas e ferramentas do projecto GNU, além de diversos programas livres feitos por outros programadores e empresas. É um sistema do tipo Unix que implementa o padrão POSIX.

Núcleo e Sistema Operacional
Tecnicamente falando, Linux é um Núcleo — o que propriamente se refere ao sistema de software que oferece uma camada de abstração referente a equipamentos como discos, controle de sistema de arquivos, multi-tarefa, balanceamento de carga, rede e segurança. Um núcleo não é um sistema operativo completo.

Sistemas completos construídos em torno do kernel do Linux utilizam o sistema GNU que oferece um interpretador de comandos, utilitários, interfaces gráficas, bibliotecas, compiladores e ferramentas, bem como muitos outros programas como o editor Emacs. Por essa razão, Richard M. Stallman, criador e líder do projeto GNU, solicita aos utilizadores que se refiram ao Linux como o sistema completo GNU/Linux.

A maioria dos sistemas também inclui ferramentas e utilitários baseados no BSD e tipicamente usam XFree86 ou X.Org para oferecer a funcionalidade do sistemas de janelas X — interface gráfica.

O Linux hoje funciona em dezenas de plataformas, desde mainframes até um relógio de pulso, passando por várias arquiteturas: Intel, StrongARM, PowerPC, Alpha etc., com grande penetração também em Sistema Embutidos, como handheld, PVR, vídeo-jogos e centros multimedia, entre outros.

Núcleo do Linux
Em ciências da computação, o núcleo do Linux é um sistema operacional livre idêntico ao Unix e criado por Linus Torvalds em 1991 e subsequentemente melhorado com a ajuda de desenvolvedores de todo o mundo.

Foi inicialmente desenvolvido para o processador Intel 80386 tem sido desde então adaptado a muitas mais plataformas. É quase na totalidade escrito em C com algumas extensões GNU C, juntamente com alguns excertos em assembly.

Desenvolvido sob a GPL, o código-fonte do núcleo de Linux é software livre.

O núcleo é mais conhecido como a base dos sistemas operativos Linux. Distribuições de software baseadas neste núcleo são também denominadas de distribuições de linux.

Arquitetura
O núcleo de Linux inclui capacidade real de multi-tarefas, memória virtual, bibliotecas partilhadas, “demand loading”, executáveis “copy-on-write” partilhados, gestão de memória e TCP/IP. O núcleo de Linux de hoje é um núcleo monolítico carregador de módulos. Os “drivers” de dispositivos e extensões do núcleo correm tipicamente no anel 0, com acesso total ao hardware, apesar de alguns correrem em espaço de utilizador. Ao contrário dos núcleos monolíticos padrão, os “drivers” de dispositivos são facilmente configurados como módulos, e são carregados/descarregados enquanto o sistema corre. Também ao contrário dos núcleos monolíticos padrão, os “drivers” de dispositivos podem ser “pre-empted” sob certas condições. Esta característica foi adicionada para lidar com “interrupts” de hardware corretamente e para melhorar o suporte de multiprocessamento simétrico. O fato do núcleo do Linux não ser um micronúcleo foi o tema duma famosa discussão acesa entre Linus Torvalds e Andy Tanenbaum no grupo de discussão de Usenet comp.os.minix em 1992.

Termos de licenciamento
Inicialmente, Torvalds lançou o Linux sob uma licença que proibia qualquer uso comercial. Isso foi mudado de imediato para a Licença Pública Geral GNU. Essa licença permite a distribuição e mesmo a venda de versões possivelmente modificadas do Linux mas requer que todas as cópias sejam lançadas dentro da mesma licença e acompanhadas do código fonte.

Apesar de alguns dos programadores que contribuem para o kernel permitirem que o seu código seja licenciado com GPL versão 2 ou posterior, grande parte do código (incluído as contribuições de Torvalds) menciona apenas a GPL versão 2. Isto faz com que o kernel como um todo esteja sob a versão 2 exclusivamente, não sendo de prever a adopção da nova GPLv3.

Sistema Operacional GNU/Linux
Logo que Linus Torvalds passou a disponibilizar o Linux, ele apenas disponibilizava o núcleo com alguns comandos básicos. O próprio usuário devia encontrar os outros programas, compilá-los e configurá-los e, talvez por isso, o Linux tenha carregado consigo a etiqueta de sistema operacional apenas para técnicos. Foi neste ambiente que surgiu a MCC (Manchester Computer Centre), a primeira distribuição Linux, feita pela Universidade de Manchester, na tentativa de poupar algum esforço na instalação do Linux.

Desde o começo, o núcleo Linux era inútil sem os utilitários GNU. De fato, o núcleo é apenas uma parte de um sistema operacional utilizável: são necessários também vários outros componentes como bibliotecas de funções, interpretadores de comandos, utilitários e mesmo, em última instância, aplicativos como compiladores e editores de texto.

Todos esses já vinham sendo reunidos pelo Projeto GNU da Free Software Foundation (‘Fundação Software Livre’), que embarcara num subprojeto que ainda continua para obter um núcleo, o Hurd. Dada a demora no subprojeto do núcleo GNU, o Linux veio a constituir um sistema operacional completo híbrido, o GNU/Linux.

Linus Benedict Torvalds

Julho 30, 2006

Linus Benedict Torvalds é o criador do kernel do sistema operacional GNU/Linux, muitas vezes chamado simplesmente de “Linux”. Linus Torvalds pertence à comunidade dos Finlandssvenk, um estrato da população representando 6% dos habitantes da Finlândia, que falam sueco. Ele estudou na Universidade de Helsínquia. Vive actualmente em Santa Clara, na Califórnia, com a sua mulher Tove e suas três filhas. Ele é um empregado do Open Source Development Lab (OSDL).

Biografia

Linus Torvalds

Começou a lidar com a informática quando tinha 11 anos. O seu avô, Leo Waldemar Tornqvist, um matemático e estatístico da Universidade comprou um dos primeiros computadores Commodore em1980 e pediu-lhe ajuda para usá-lo.

Tornou-se tão interessado que passou um verão inteiro dentro de casa ou, melhor dizendo, no quarto em frente ao computador desenvolvendo o que restava do Kernel. Lembrando que o Kernel do linux é uma evolução de um módulo do GNU.

Em 1983 Richard Stallman criou a Free Software Foundation (GNU project). Em 1986 Marice J. Bach publicou Design of the Unix Operating System. Em1988 Linus foi admitido na Universidade de Helsinki. No mesmo ano Andy Tannenbaum traz a público o Sistema Operacional Minix. Em 1990 Torvalds começa a aprender C em seus estudos.

No fim dos anos 80 ele tomou contato com os computadores IBM/PC compatíveis e em 1991 comprou um 80386. Na idade de 21 anos, já com 5 de experiência programando (em C), ele conhecia bastante do S.O. MS-DOS o suficiente para tomar-lhe algumas idéias emprestadas e começar um projeto pessoal: baseando-se no projeto do sistema Unix e modificando gradualmente o núcleo do Minix criaria uma adaptação do potente S.O. para executar o software do GNU, mas sobre PC.

O kernel do Linux foi primeiramente desenvolvido pelo estudante finlandês Linus Torvalds numa tentativa de desenvolver um sistema operacional Unix-like que rodava em processadores Intel 80386. O projeto foi lançado em 1991 em uma famosa mensagem para a Usenet. Desde os primeiros dias, ele recebeu ajuda de hackers do Minix, e hoje recebe contribuições de milhares de programadores.

Em 1997 Linus Torvalds recebeu os prêmios “1997 Nokia Foundation Award’y” e “Lifetime Achievement Award at Uniforum Pictures”. No mesmo ano finaliza os estudos superiores (1988 – 1997) passou 10 anos como estudante e investigador na Universidade de Helsinki, coordenando o desenvolvimento do núcleo do S.O. desde 1992. Torvalds trabalhava em Silicon Valley, na Transmeta (fabricante de processadores para portáteis), e em 2001 iniciou seu trabalho nos laboratórios do OSDL (Open Source Development Labs), uma fundação criada para ajudar no desenvolvimento do kernel Linux. Fazem parte dessa fundação várias grandes empresas do ramo da informática, como IBM, Sun, Nokia e outras.

Torvalds possui a marca registrada “Linux” e supervisiona o uso (ou abuso) da marca através da organização sem fins lucrativos Linux International.